Previsão aponta chuvas acima da média no Semiárido entre fevereiro e abril de 2026

O Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) divulgou nesta segunda-feira (19/1) a Circular nº 41, com a previsão de chuvas para o Semiárido brasileiro no trimestre fevereiro–março–abril (FMA) de 2026. Desde 1994, a instituição publica anualmente esse boletim climático.

O documento analisa o histórico recente de precipitações, as condições dos oceanos Pacífico e Atlântico e as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), destacando a influência dos fenômenos El Niño e La Niña.

Segundo a carta, os anos hidrológicos 2022/23 (548 mm) e 2023/24 (524 mm) registraram chuvas acima da média histórica em Juazeiro (BA), favorecidas por La Niña e pelo aquecimento do Atlântico, que intensificou o transporte de umidade para o Nordeste. Já em 2024/25, o acumulado caiu para 333 mm, com longos períodos sem chuva em grande parte do Semiárido.

Sobre as condições atuais dos oceanos, a carta aponta o início de uma La Niña fraca e de curta duração no Pacífico, com expectativa de persistência até março ou abril de 2026 – cenário que historicamente tende a favorecer chuvas acima da média no Nordeste. No Atlântico Tropical, as temperaturas estão próximas do normal, indicando padrões típicos de evaporação e transporte de umidade pelos ventos alísios.

Com base nas projeções do INMET, a previsão para o trimestre FMA 2026 é positiva, com chuvas acima da média em praticamente todo o Semiárido, em contraste com 2025, quando houve maior irregularidade e déficits em áreas como Juazeiro.

Até meados de janeiro, predominam no norte da Bahia as chamadas “chuvas de manga” – precipitações localizadas e passageiras, que já contribuem para umedecer pastagens.

A carta alerta as comunidades para a necessidade de preparação: cobrar a limpeza de grandes aguadas, organizar mutirões para pequenas aguadas e consertar bicas de telhados para direcionar água às cisternas, já que o volume mensal de chuva pode cair em uma única noite. O IRPAA também recomenda atenção ao rebanho, com fornecimento de sal mineral, vermifugação e pernoite em chiqueiros.

O texto completo da Circular nº 41 está disponível no site do IRPAA.

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Ascom