Diretor de conjunto penal da Bahia é suspeito de matar companheira a tiros em hotel

Crime aconteceu em Aracaju, no estado de Sergipe. Suspeito é policial penal e bacharel em Direito

O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, é suspeito de matar a namorada a tiros em Aracaju, no estado de Sergipe. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu neste domingo (22), no hotel onde o casal estava hospedado.

A vítima foi identificada como Flávia Barros, de 38 anos. Após matá-la, Tiago tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e está em estado grave.

Tiago é policial penal e bacharel em Direito. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA), ele não responde a nenhum processo administrativo disciplinar.

Além disso, a Seap informou que Tiago tem um histórico funcional regular e vinha desempenhando as funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo, ou indicativos de instabilidade de ordem emocional. (Confira a nota completa ao fim da reportagem)

De acordo com uma amiga da vítima, o casal viajou junto para Aracaju, onde curtiu um show de Rey Vaqueiro no sábado (21). Momentos antes de ser morta, Flávia publicou fotos bebendo com Tiago e amigos do casal.

Ainda não há informações sobre o que motivou o crime e a Polícia Civil investiga o caso.

“A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informa que acompanha, por meio da Corregedoria, o caso de feminicídio ocorrido na manhã deste domingo, na cidade de Aracaju (SE), envolvendo o diretor da unidade prisional de Paulo Afonso, Tiago Sostenes Miranda de Matos.

A apuração do crime está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Sergipe, a quem compete a condução das investigações. No entanto, desde que tomou conhecimento do fato, a Seap realizou contato imediato com as autoridades sergipanas e deslocou representantes da Superintendência de Gestão Prisional (SGP) e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP) para acompanhar o caso de perto.

A Seap esclarece que o servidor não responde a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e vinha desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.

A Secretaria lamenta profundamente que mais uma mulher tenha sido vítima de feminicídio e se solidariza com os familiares neste momento de dor. A Seap destaca ainda, que repudia de forma veemente todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e ressalta que desenvolve, de maneira contínua, diversas ações voltadas à valorização, proteção e respeito às mulheres, não apenas durante o mês de março, mas ao longo de todo o ano”.

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Por G1 BA