Instituição propõe novo traçado para Transnordestina conectando São Francisco ao Araripe

A Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe (ADESA) formalizou uma proposta estratégica à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para alterar os estudos do novo ramal da Ferrovia Transnordestina. O objetivo é interligar diretamente o Vale do São Francisco ao Sertão do Araripe, otimizando a logística regional e abrindo caminhos para uma nova fronteira mineral em Pernambuco.
Em ofício enviado ao superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, o CEO da ADESA, Daniel Torres, sugeriu uma rota alternativa para o trecho entre Petrolina e Trindade. A iniciativa surge em resposta aos desafios topográficos de alta altitude identificados em estudos anteriores na rota Petrolina-Salgueiro.
Traçado Proposto
A rota defendida pela ADESA prevê o seguinte percurso:
– Partida de Petrolina;
– Passagem por Lagoa Grande e pelo trevo de Jutaí;
– Direcionamento a Santa Cruz da Venerada;
– Passagem pelo distrito de Jacaré, em Ouricuri;
– Conexão final em Trindade, integrando-se à malha existente e ao futuro Porto Seco.
Nova Fronteira Mineral e Cimento
Segundo a ADESA, a principal vantagem do novo traçado é o custo equivalente às rotas anteriores combinado ao alto impacto socioeconômico. O trilho passaria estrategicamente pelo distrito de Jacaré, polo que já explora calcário dolomítico e calcítico.
A infraestrutura ferroviária impulsionaria essa cadeia mineral — que surge como nova força econômica além do tradicional polo gesseiro do Araripe — e viabilizaria a instalação futura de uma fábrica de cimento na região. “Nossa ideia é interligar por ferrovia as duas regiões economicamente mais importantes dos sertões: o Vale do São Francisco e o Araripe, criando um verdadeiro corredor de desenvolvimento”, destacou Daniel Torres, que também integrou a elaboração da ‘Carta de Suape’ no recente Seminário Conexões Transnordestina.
O pedido agora aguarda análise técnica dos órgãos competentes para inclusão nos novos estudos de viabilidade. As informações são do Blog do Roberto.
.
Carlos Britto
