Caso Beatriz: Justiça nega pedido da defesa do réu e proíbe censura a processo

A defesa do réu Marcelo da Silva, acusado pela morte da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sofreu nova derrota.
A Justiça negou pedido para que fosse decretado o sigilo do processo e proibiu a censura. A data do júri popular poderá ser definida nos próximos dias.
Os advogados do réu apresentação petição, no mês passado, solicitando o sigilo com o argumento de que a visibilidade do caso poderia trazer “sérios riscos” à imparcialidade dos futuros membros do júri popular. Alegou ainda que a divulgação de informações do processo “expõem “a integridade física, moral e a dignidade das partes envolvidas”.
Em decisão, na segunda-feira (3), a juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, discordou. “A alegação defensiva calcada na intensa repercussão social e cobertura jornalística do caso, acompanhada do genérico receio de contaminação do futuro Conselho de Sentença, não constitui fundamento idôneo para decretar a ocultação completa do processo penal perante a sociedade”, disse.
“Afastar inteiramente a publicidade da presente ação penal equivaleria a privar a sociedade e a família da vítima de acompanhar o desenvolvimento da resposta estatal a uma grave violação de direitos humanos”, declarou a magistrada em outro trecho.
Conforme revelou o Jornal do Commercio, os advogados também solicitaram à Justiça a transferência do júri popular de Petrolina, onde o crime ocorreu, para o Recife.
O pedido de desaforamento ainda aguarda análise. Na petição, os advogados afirmaram temer agressões físicas e verbais contra eles e contra o réu caso o julgamento seja realizado em Petrolina, no Sertão, onde o crime ocorreu.
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Fonte: Jornal do Comércio-PE
