Operação bloqueia R$ 15 milhões e mira facção com base em destino turístico na Bahia

Grupo usava cidade baiana como base logística para drogas e armamentos 

Operação mira facção com base em Canavieiras Crédito: Polícia

A manhã desta quarta-feira (29) foi marcada por uma ofensiva de grande porte contra o crime organizado no sul da Bahia. A Operação Salitre tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, com ações concentradas na região e ramificações em outros estados. Ao todo, estão sendo cumpridos 47 mandados judiciais, além do bloqueio de R$ 15 milhões em bens e valores ligados ao grupo investigado.

As investigações apontam a existência de uma estrutura criminosa bem organizada, com divisão de funções e atuação coordenada. O grupo seria responsável pela distribuição de entorpecentes, fornecimento de armamentos e movimentação de recursos ilícitos, utilizando mecanismos para ocultar a origem do dinheiro.

De acordo com as apurações, o município de Canavieiras funcionava como base logística da organização, servindo tanto para o armazenamento quanto para a distribuição de drogas, além de ser um ponto estratégico para a articulação das atividades ilegais. A rede criminosa também mantinha conexões com outras cidades do sul baiano e possuía ramificações em diferentes estados do país.

As ordens judiciais incluem 27 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Estadual da Comarca de Canavieiras. As ações ocorrem em municípios como Canavieiras, Una, Uruçuca, Itabuna e Eunápolis, além de uma frente em Ubatuba, no litoral paulista, o que evidencia o alcance interestadual do grupo investigado.

No campo financeiro, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 15 milhões relacionados a movimentações consideradas suspeitas. A medida busca descapitalizar a organização e interromper o fluxo de recursos provenientes das atividades ilícitas.

A operação mobiliza cerca de 160 agentes e reúne forças de segurança de diferentes esferas. A ação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Ilhéus, com participação da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, além de unidades especializadas das corporações estaduais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro do grupo.

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