FGTS: Caixa libera saque de dinheiro esquecido para quem pediu demissão
Valores de contratos antigos ficam retidos, mas regras da lei permitem o resgate do saldo total
Muitos profissionais que deixaram o emprego formal têm recursos rendendo juros em contas inativas do FGTS e nem sabem. Crédito: Divulgação
Um grande contingente de profissionais que trocou o emprego formal pelo empreendedorismo, passou a atuar por conta própria ou simplesmente pediu demissão, tem recursos remanescentes no FGTS sem se dar conta.
Conforme os balanços da Caixa Econômica Federal, esse dinheiro permanece aplicado em contas inativas, acumulando juros e correções automáticas até que o trabalhador faça a retirada.
A regra dos três anos é como furar a fila do saque
Quando o patrão para de depositar o FGTS pelo fim do contrato, a conta vira inativa. Quem pediu as contas ou foi demitido por justa causa só consegue sacar o valor total se ficar três anos seguidos sem assinar a carteira de trabalho (CLT). O direito ao resgate integral é liberado imediatamente após o cumprimento desse triênio.
No entanto, a legislação federal garante caminhos mais rápidos para movimentar o dinheiro antes desse prazo. O saldo total das contas inativas pode ser sacado para a compra, amortização ou quitação da casa própria.
A liberação imediata também é autorizada em casos de aposentadoria formalizada, diagnóstico de doenças graves na família ou quando o município decreta situação de calamidade pública.
Saque-aniversário é saída para quem continua no mercado
Quem já está em um novo emprego com carteira assinada, mas tem dinheiro travado de firmas passadas, pode recorrer ao Saque-aniversário. Ao mudar para essa modalidade pelo aplicativo do FGTS, o trabalhador abre mão do saque-rescisão caso seja demitido, mas mantém o direito à multa de 40% e retira uma parcela do saldo anualmente.
O mercado financeiro também permite antecipar essas parcelas como crédito rápido, mas o governo endureceu as regras. Agora, há uma carência obrigatória de 90 dias após a migração para poder contratar o empréstimo.
Além disso, os bancos só podem antecipar até 5 parcelas por vez, limite que cairá para 3 em novembro de 2026, com valores fixados entre R$ 100 e R$ 500 por ano.
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