Como o celular virou a principal carteira de milhões de brasileiros no dia a dia

Pesquisa aponta que 26% dos portadores de cartão já usam o celular para pagar no dia a dia, liderados pelo público jovem 

O celular deixou de ser apenas um dispositivo de comunicação e tornou-se o principal meio de pagamento nas ruas brasileiras. Hoje, cerca de um terço dos consumidores que possuem cartão já cadastraram o recurso no smartphone, e 26% utilizam a ferramenta de forma ativa no cotidiano.

Os dados são da recente Pesquisa sobre Meios de Pagamento, realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Abecs (associação dos cartões), e revelam uma mudança profunda nos hábitos de consumo do país.

As ferramentas por trás da revolução no bolso
Essa transição ganha força nas ruas por meio de plataformas integradas aos smartphones, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay.

Além das Big Techs, fintechs e bancos impulsionam a mudança. Soluções como a do Nubank, que integra crédito, débito e Pix por aproximação em um só clique, facilitaram a adesão no dia a dia.

Jovens lideram a transformação do pagamento mobile
O grande motor dessa revolução cultural e tecnológica está concentrado nos consumidores mais jovens, que praticamente abandonaram a carteira física.

Na faixa etária de 25 a 34 anos, impressionantes 47% usam a carteira digital no celular, o maior índice de toda a pesquisa. Logo atrás, os jovens de 18 a 24 anos somam 46% de adesão ativa.

A tecnologia também avança entre outras faixas etárias:

35 a 44 anos: 28% de adoção;

45 a 59 anos: 17% de adesão;

60 anos ou mais: 3% de usuários ativos.

Renda, escolaridade e desequilíbrio regional
O perfil socioeconômico e a localização geográfica influenciam diretamente a frequência de uso das carteiras digitais.

Nas classes A e B, o índice chega a 41%, contra 24% na classe C e 12% nas classes D e E. Entre pessoas com ensino superior, o hábito alcança 43%, ante 9% no ensino fundamental.

No recorte regional, o Sudeste (30%) e o Sul (29%) lideram o uso, enquanto a região Norte registra a menor adesão, com apenas 15%. Além disso, o ambiente metropolitano soma 29%, enquanto o interior registra 25% de adoção.

Brasil acelera, mas ainda tem espaço para crescer

Embora o avanço brasileiro seja rápido, o país ainda tem grande potencial de expansão quando comparado a mercados mais maduros.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o comportamento da Geração Z é bem mais intenso, e cerca de 36% dos jovens americanos utilizam carteiras digitais diariamente no seu cotidiano.

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