CRIMES EM TRÊS MESES: Alvo de operação por 16 mortes é preso tentando fugir da polícia vestido de mulher e com criança no colo
Jorlan Alves da Silva foi localizado em Mulungu após uma operação que começou em Cabedelo
m homem identifiado como Jorlan Alves da Silva, 33 anos, foi localizado após cerca de 48 horas de buscas em Mulungu, na Paraíba. Segundo a Polícia Civil, ele tentou evitar o reconhecimento usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas. No momento em que passou por policiais, carregava uma criança de aproximadamente dois anos, que não é parente dele, segundo o g1.
Jorlan foi preso vestido de mulher e com criança no colo Crédito: Reprodução
A prisão ocorreu depois de uma investigação que levou os agentes até o imóvel onde Jorlan estaria escondido, em Cabedelo. A polícia afirma que ele havia se refugiado na comunidade após um confronto com policiais em Rio Tinto. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, os investigadores acompanharam seus deslocamentos e identificaram um veículo usado por ele e outros integrantes do grupo. Um comparsa foi preso durante uma abordagem, mas Jorlan conseguiu escapar.
A Polícia Civil atribui ao suspeito 16 homicídios cometidos em um intervalo de aproximadamente três meses, desde que ele deixou a prisão, no fim de maio de 2026. De acordo com a corporação, os investigadores reuniram provas técnicas e confissões relacionadas aos casos. Entre eles está o assassinato de dois comerciantes, em 1º de agosto, em Rio Tinto. A polícia apura a participação de Jorlan no crime, que teria sido cometido com outros quatro homens.
Durante o interrogatório, Jorlan teria afirmado que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida e que praticou o primeiro homicídio aos 13 anos. A Polícia Civil ainda trabalha para verificar essas declarações e investigar possível envolvimento em outros crimes. O suspeito teria passado aproximadamente cinco ou seis anos preso, segundo as informações divulgadas pela corporação.
Outro caso sob investigação envolve uma jovem cujo corpo foi localizado após informações fornecidas pelo próprio Jorlan. A polícia também afirma que ele tem ligação com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e com atuação na Paraíba. Segundo os investigadores, durante o interrogatório, ele relatou ocorrências com aparente tranquilidade e apresentou detalhes de alguns crimes.
A Polícia Civil considera possível que o número de mortes mencionadas pelo suspeito seja maior que os 16 casos já investigados, mas ressalta que a dimensão desse histórico ainda precisa ser confirmada. A corporação também apura as circunstâncias da fuga e o papel de outras pessoas que teriam ajudado Jorlan a se deslocar entre os municípios paraibanos.
.
![]()
