Vítimas de acidente entre carreta e ônibus da Papatur são identificadas
Segundo a Polícia Civil, trata-se de cinco mulheres e um homem, com idades entre 25 e 70 anos.

As seis pessoas que morreram no acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-116, em Cachoeira de Pajeú-MG, foram identificadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.
“Nós concluímos pela manhã a identificação dos corpos, são cinco mulheres e um homem, com idades entre 25 e 70 anos, e eles são oriundos da região Norte do estado da Bahia”, detalhou o delegado regional de Pedra Azul, Thiago Carvalho.
Os corpos das vítimas serão levados para a Bahia e São Paulo, conforme pedido dos familiares. No início da noite a Papatur divulgou os nomes das pessoas que morreram no acidente:
Cristiane de Souza — natural de Sobradinho (BA);
Ivanalda Maria da Silva Tibúrcio — natural de São Paulo (SP);
Tainá Damarys de Lima — natural de Senhor do Bonfim (BA);
Vitor de Souza Ribeiro — natural de Antônio Gonçalves (BA);
Valdelice Josefa dos Reis — natural de Pindobaçu (BA);
Keila da Cruz Trindade — natural de São José (BA).
Ainda de acordo com o delegado regional de Pedra Azul, o acidente já está sendo investigado. “Foi instaurado o inquérito policial para apuração da circunstância desse acidente, já foram feitas oitivas de várias pessoas, tanto dos motoristas e também dos passageiros que estavam ocupando o ônibus”.
Ônibus não tinha licença de viagem
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente que deixou seis pessoas mortas e mais de 20 feridas na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, não possuía licença de viagem emitida para o deslocamento.
Segundo a agência, o veículo pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. e estava em processo de inclusão na frota de outra empresa. No entanto, a análise ainda não havia sido concluída.
Em nota, a ANTT afirmou que, por esse motivo, o veículo não estava autorizado a operar o serviço. “Como o processo de inclusão ainda não foi concluído, o veículo não estava apto, perante a ANTT, a realizar o serviço e não havia licença de viagem emitida para o deslocamento”, informou.
A agência esclareceu ainda que o ônibus possuía Certificado de Segurança Veicular e cronotacógrafo regulares. O g1 procurou pela Papatur, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.
A ANTT destacou que uma eventual irregularidade depende da confirmação de que a viagem foi realizada em nome da empresa que solicitou a inclusão do veículo na frota.
“Se ficar confirmado que a viagem foi realizada em nome dessa outra empresa sem a emissão da licença, fica identificada a irregularidade”, disse.
Apesar disso, o órgão ressaltou que a situação, por si só, não caracteriza transporte clandestino de passageiros. “Mas isso não significa que o serviço esteja enquadrado no transporte clandestino de passageiros”, acrescentou.
Sobre o acidente

A colisão entre o ônibus e a carreta ocorreu por volta das 20h desta terça-feira (15), na altura do km 25 da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o veículo seguia de São Paulo para Senhor do Bonfim (BA). O acidente aconteceu no trevo que liga as BRs-251 e 116.
“O ônibus seguia na BR-251 e ao invés de parar ele seguiu e colidiu transversalmente no caminhão, que seguia no sentido Cachoeira do Pajeú a Itaobim. Após a primeira colisão, houve o tombamento de ambos os veículos”, disse o PRF Victor Júnior.
A PRF informou que está trabalhando na elaboração de um laudo para apurar as circunstâncias da colisão. A Polícia Civil também instaurou um inquérito para investigar o caso.
O trânsito na rodovia ficou interditado após a colisão e foi liberado nos dois sentidos por volta das 0h35. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Pedra Azul para identificação.
*Com informações de Michelly Oda, Izabela Gonçalves, g1 Grande Minas
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